terça-feira, 1 de junho de 2010

Paris: sexto dia - Versailles
























Finalmente, deixei de esperar o tempo ficar bom e fui a Versailles. Ficou nublado o tempo todo, variando entre mormaço e ventinho. Pelo menos, só choveu na hora de eu ir embora. O problema é que fiz algumas trapalhadas na hora de ir e só cheguei lá por volta de meio-dia. O resultado foi que peguei uma fila homérica de 1h 45min. Depois outra pro banheiro. Só entrei lá pras 2 da tarde! Com isso, não consegui ver também o Petit Trianon, que queria tanto! Bom, fica pra volta!

Falando em fila, não sei se consigo ir embora da Europa sem antes dar uns cascudos numa turista japonesa ou coreana, que adoram furar fila!!! Bom é que estou aperfeiçoando muito minha imitação de turista japonês e coreano. Arranquei boas gargalhadas da Marly com minha performance de hoje.

Os jardins são mesmo de cair o queixo! Conforme o Nelson (meu amigo de Florença, marido da Nandi) muito bem definiu, os jardins italianos são segmentados, em níveis diferentes, enquanto os franceses são todos planos, a perder de vista. Ou seja, vê-se a linha do horizonte dentro ainda dos jardins. É uma sensação muito grande de amplitude. Ele parece gritar "o mundo é meeeeeeeeeeu!".

Confesso que fiquei um pouco decepcionada com o interior, com a honrosa exceção da Sala dos espelhos (deslumbrante) e da sala com as pinturas colossais (cada uma tomando uma parede inteira) do Jean Louis David (ou seria Jean Jacques David# Nandi, me ajudaaa!).

Como não se mexe em time que está ganhando, repeti a dose do Boboli e do Parque del Retiro e comprei pão, queijos, pastinhas (não tinha presunto), vinho e cerejas pra fazer um piquenique. Desta vez, sem a excelente companhia da Nandi, Nelson e Andrea (Boboli) ou da Isabel (Parque del Retiro), tive de me contentar com euzinha.

Pois bem, sentei-me em um daqueles bancos seculares com meus quitutes e mandei ver ao som de uma música ambiente orquestrada e a vista das fontes do Jardim de Versailles. Minha amiga Maria Antonieta, que (segundo o filme da Sophia Coppolla, pelo menos) era muito festeira e gourmandise, deve ter se orgulhado de mim. Os europeus passavam sem dar a menor pra minha farofa, mas vi alguns turistas mandando um olho gordo pro meu almoço. Ih, sai fora, gringo!

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