sábado, 29 de maio de 2010

Paris: Marly, minha mãe francesa


Isso foi num restaurante ao lado da Mesquita. Tudo bem que ela é dois anos mais nova que eu, mas parece minha mãe. Uma fofa!

Mais uma pra confirmar que as paisagens são lindas, mas as pessoas é que tornam tudo muito mais interessante.

Pariiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiis!














Cheguei a Paris!! Vou ter de quebrar a cronologia dos acontecimentos, pois do contrário, corro o risco de perder o timing das impressões mais legais que estou tendo.

Estou na casa da Marly, uma haitiana radicada na França que é absolutamente uma mãe pra mim. Ela mora um pouco afastada de Paris, numa região chamada Gonesse. Isso me força a sair e voltar com ela, mas acho que hoje verei um pouco de Paris à noite.

Estou neste exato momento, num restaurante na Praça da Bastilha, onde acabei de tomar uma sopa de cebola gratinada, um sanduíche de queijo com presuto e tudo muito bem acompanhado por uma meia garrafa de Bordeaux. Muita coisa já aconteceu até agora, mas posso resumir dizendo que me concentrei na região em volta do Boulevard Saint Germain, que onde a Marly trabalha. Notre Dame, I´lle Saint Louis e imediações. Segue o texto que escrevi ontem, antes de capotar às 11 e meia da noite....

Cheguei em Paris! Cheguei na Paris que já me era velha conhecida, mas pelos olhos de outros, pelos filmes, pelas fotos, pelas músicas. Agora sou eu que formo minha opinião sobre a cidade mais falada do mundo. Quer saber# Todos têm razão.

Paris é linda, linda, linda, lindaaaaaaaaaa! Guardadas as devidas diferenças, é meio que nem Fernando de Noronha, onde pra todo lugar que se olha, há algo lindo e especial para se ver. São os prédios baixos, antigos, charmosos, com seus tetinhos pontudos, sacadas floridas e decoradas em Art Noveau (ainda não aprendi Francês, deve estar errado). São as patisseries lotadas de pães, docinhos e tortas lindas, que parecem sair de um sonho. É um rio que corta a cidade de uma maneira que parece ser de propósito, só pra oferecer oportunidade de enchê-la das pontes mais lindas e charmosas. Esse adjetivo, aliás, "charmosa" é um eco na hora de se falar de Paris. Não se trata de falta de criatividade ou vocabulário, mas é que se trata da definição mais perfeita do que é Paris. Puro charme.
Até os parisienses mal humorados são charmosos, com suas bufadas em biquinhos que acabaram de falar "...eau, ...ou, ...ant, ...oi". Não abro minha boca pra falar inglês sem antes dizer... "Pardonnez-moi. Je ne parle pas français. Parle anglais#". Se eles não reviram os olhos diante da minha demora ao dizer essa frasezinha tão singela, são muito simpáticos e atenciosos. Se reviram os olhinhos, ouço a resposta que pode ser o que preciso ou uma simples patada. No segundo caso, pergunto pra outra vítima e assim vou. Tudo bem, gente, afinal, eles moram bem pra cacete. Tão podendo!

Tenho tido uma certa sensação de angústia, porque quando se está num lugar, fico com a sensação de estar perdendo outro igualmente ou ainda mais lindo! Comentei com algumas pessoas que até este segundo dia, estou meio atônita, como o adolescente que finalmente conquista a menina mais bonita do colégio, mas aí não sabe o que fazer com ela. Estou em Paris! Por onde começo, mon dieu#

Barcelona: últimos dias











Barcelona foi lindíssima. Tão maravilhosa que não tive tempo de postar muita coisa. Mas foi um banho de Gaudi, que não conhecia e várias intervenções arquitetônicas super impressionantes.

O povo é a coisa mais misturada do mundo, pois tem muito, mas muito turista. A maioria é bem jovem e a impressão que se tem é que se pode sair do jeito que der na telha, pois ninguém vai prestar atenção em você. Cidade cosmopolita e vibrante! Muito bacana mesmo. Pena eu estar tão cansada, pois acho que poderia ter aproveitado mais.

Nos 3 últimos dias, explorei a Sagrada Família e os parques das imediações, o Museu Picasso e os bairros em volta, Palau de la musica Catalunya (assisti a uma ópera), Plaza Catalunya, mais do Porto Velho (o aquário foi uma decepção), Ramblas del Mar e praia.

Quero voltar, com certeza!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Barcelona: segundo dia - Fonte Mágica de Montjuic








Depois de ter encontrado Rose, Victor e sua família no Parc Guell, decidimos ir ao show de luzes na Fonte Mágica de Montjuic, que acontece apenas nos fins de semana. Fomos nos informar e o espetáculo se iniciava a cada meia hora, de 21.30 até 23.30, o que nos dava tempo de fazer uma boquinha. O Victor descobriu com uma moça na rua (muito simpática e atenciosa, por sinal) um restaurante aberto nas redondezas. Era de origem chilena e foi muito bem recomendado. Entramos só a fim de uns belisquetes e uma cervejinha, mas a hospitalidade das donas e o clima descontraído do lugar atendeu muito mais do que as nossas expectativas.

Pedimos cerveja e Rosito sugeriu que experimentássemos o ceviche, que ela havia provado e aprovado quando foi ao Chile. Topamos e pedimos também umas empanadas de peixe e de carne. Enquanto ficava pronto, atacamos umas azeitoninhas e ficamos papeando numa alegria só! A família do Victor é muito alegre e calorosa e é um barato vê-los confraternizarem entre si. Abraços esfuziantes, beijos estalados, risos altos e olhos marejados de quem sabe que, muito em breve, a distância irá novamente fazer apertar a saudade. Mas sem tristeza! O presente é pra se curtir, eles estavam todos juntos e eu, de camarote, participando daquele momento tão especial!

A comida chegou e realmente estava uma delícia. Rosito estava engraçadíssima com seu portuñol afiado graças às cervezas e eu, que sóbria não entendo nada de catalão, com duas long neck Estrella e dois copos de Casillero del Diablo (sim, chileno, ué!) entendo menos ainda. Mas acho liiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo!!! De toda forma, eles todos são muito gentis e tentam falar devagar e em castelhano pra que pudéssemos acompanhar.

Por volta de 22 horas, despedimo-nos das donas do restaurante agradecendo muito a excelente comida e ambiente. Seguimos pras fontes e já estava começando um outro espetáculo. Era um balé de águas e luzes lindíssimo ao som de ópera. O filminho que peguei não retrata a beleza do que de fato é o show. Super sincronizado e relacionado com a dramaticidade da música. Rodeamos a fonte e subimos um pouco mais as escadarias no sentido do palácio. Dali, víamos, além da fonte, as avenidas que levam até o Montjuic. Que cidade linda!!!

Finalizado o espetáculo, a família do Victor fez questão de me deixar no albergue. Uns fofos! Despedimo-nos já garantindo um encontro na próxima vez em que forem ao Brasil. Linda família! Rosito merece!

Barcelona: segundo dia - Parc Guell








Barcelona: segundo dia - estereo funicular no "La Pedrera"

Vejam que barato a forma do Gaudi pra criar estruturas arquitetônicas. Ele pendurava essas correntes, fazendo a estrutura com pesos. Colocava num espelho e estudava o reflexo, fazendo as intervenções que desejasse. Depois, fotografava e criava a maquete. É o estéreo funicular.

Barcelona: segundo dia - "La Pedrera"






No segundo dia de Barcelona, acordei e fui diretamente pro La Pedrera, como é chamada a Casa Milót, feita pelo Gaudi. É um prédio todo idealizado por ele, inclusive com os ambientes internos. No último andar, foi feito um maravilhoso museu com a obra do arquiteto, com audiovisuais incríveis e grandes sacadas, que deixam o público maravilhado.

Além disso, tem o terraço, que é um monumento por si só, com suas torres, chaminés e caixas d´água, lindas, integradas à natureza e ecologicamente corretas. Como o cara conseguia pensar em cosias que ainda não conseguimos assimilar completamente no fim do século XIX#!

Fiquei tão impressionada que fiquei pensando se não teria escolhido Arquitetura em vez de Desenho Industrial se tivesse vindo a Barcelona antes de fazer Vestibular.

Um gênio desses é realmente inspirador e fez toda diferença pra Barcelona, que é uma cidade que respira funcionalidade e beleza. Um espetáculo!